Declaração de Hipossuficiência Justiça Gratuita PDF: Modelo, Preenchimento e Dúvidas
Entenda o que é a declaração de hipossuficiência, quem pode utilizá-la, como preencher e baixe o modelo em PDF editável. Guia com perguntas frequentes.

A declaração de hipossuficiência justiça gratuita pdf é o instrumento mais direto para quem precisa pedir a gratuidade de justiça sem complicações. Ao assinar esse documento, você afirma, sob responsabilidade pessoal, que não pode pagar as custas de um processo sem prejudicar seu sustento ou o da sua família. A declaração tem presunção de veracidade — o juiz a aceita de início, mas pode pedir comprovantes se houver dúvida ou impugnação. O modelo em PDF permite preencher, assinar e anexar ao processo em poucos minutos, mantendo o acesso à Justiça.
O que é a declaração de hipossuficiência e quando ela é necessária?
A base legal está no artigo 98 do Código de Processo Civil (CPC), que substituiu parte da antiga Lei nº 1.060/50. O pedido dispensa reconhecimento de firma ou testemunhas (salvo rara exigência do juízo) e vale tanto para a Justiça Estadual quanto para a Federal. A declaração equivale ao que se chamava “atestado de pobreza”, mas com menos formalidades.
Cenário comum: um trabalhador desempregado precisa ajuizar um divórcio. Em vez de desembolsar centenas de reais em custas, ele preenche o PDF, assina e anexa à petição inicial. A gratuidade é deferida no início da ação.
Regra de decisão prática: se o pagamento das despesas processuais comprometer sua subsistência ou a da família, você já tem motivo para apresentar a declaração. Não é preciso estar em situação de miséria — a insuficiência momentânea basta.
A declaração pode ser usada na petição inicial ou a qualquer momento do processo, desde que sobrevenha dificuldade financeira. Ações de família (divórcio, pensão alimentícia), reclamações trabalhistas, inventários e causas de consumo são os exemplos mais frequentes.
Quem pode utilizar a declaração de hipossuficiência?
Qualquer pessoa física — brasileira ou estrangeira residente no Brasil — que comprove não ter recursos para as custas sem prejuízo do sustento próprio ou familiar. Isso inclui trabalhadores informais, aposentados que recebem um salário mínimo, desempregados e autônomos de baixa renda.
Erro comum: achar que só quem está em situação de rua ou não tem renda nenhuma consegue o benefício. Na verdade, uma pessoa que recebe um salário mínimo e sustenta a família com dívidas pode ser considerada hipossuficiente, porque as custas judiciais tirariam o essencial de casa.
Atenção: mentir na declaração configura falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal) e litigância de má-fé, com multa de até 10% sobre o valor da causa (art. 80 do CPC). O documento deve refletir exatamente sua situação financeira no momento do pedido.
Pessoas jurídicas também podem pedir a gratuidade, mas precisam demonstrar de forma inequívoca a impossibilidade de arcar com as despesas — o foco aqui é a pessoa física, para quem a presunção de veracidade é mais flexível.
Como a declaração de hipossuficiência se diferencia de outros documentos de gratuidade?
Muita gente confunde a declaração extrajudicial com o pedido formal feito pelo advogado ou com o antigo atestado de pobreza. A tabela abaixo resume as diferenças práticas:
| Documento | Quem emite | Formalidades | Prazo |
|---|---|---|---|
| Declaração de hipossuficiência | O próprio interessado (pessoa física) | Sem firma reconhecida ou testemunhas obrigatórias | Em qualquer fase do processo |
| Pedido formal de justiça gratuita | Advogado ou Defensoria Pública na petição inicial | Integra a peça processual | Normalmente no início da ação |
| Antigo “atestado de pobreza” | Interessado, com exigências anteriores | Às vezes pedia testemunhas ou firma (superado pelo CPC) | Em desuso |
Nuance importante: a Defensoria Pública emite uma “declaração de insuficiência financeira” para seus assistidos, mas você não precisa passar pela Defensoria. O modelo de declaração assinado de próprio punho é aceito como suficiente, desde que não haja indícios de que a alegação é falsa.
O que incluir na declaração para evitar rejeição?
A ausência de qualquer campo obrigatório pode gerar impugnação ou indeferimento. Confira a lista de itens indispensáveis:
- Nome completo (sem abreviaturas)
- Nacionalidade
- Estado civil
- Profissão ou ocupação
- CPF e RG (ou documento equivalente)
- Endereço residencial completo com CEP
- Frase declarando que não possui recursos para custas e honorários sem prejuízo do sustento próprio e familiar
- Local e data
- Assinatura de próprio punho
Organizei essas informações em uma ficha prática para você preencher rapidamente:
| Campo | Exemplo de preenchimento |
|---|---|
| Nome completo | Maria Aparecida de Souza |
| Nacionalidade | Brasileira |
| Estado civil | Solteira |
| Profissão | Diarista |
| CPF | 123.456.789-00 |
| RG | 12.345.678-9 SSP/SP |
| Endereço | Rua das Acácias, 456, Jardim Botânico, São Paulo – SP, 04000-000 |
| Declaração central | “Declaro, sob as penas da lei, que não possuo condições financeiras de arcar com as custas judiciais e honorários advocatícios sem prejuízo do meu sustento e de minha família.” |
| Local e data | São Paulo, 15 de março de 2026 |
| Assinatura | (manuscrita) |
A firma reconhecida é opcional, mas reduz a chance de questionamentos. Testemunhas também não são exigidas; apenas em situações excepcionais o juiz pode solicitá-las.
Passo a passo para preencher o modelo de declaração
Seguir a ordem correta agiliza a aceitação pelo juízo.
- Nome completo — Escreva sem abreviaturas, exatamente como no documento de identidade.
- Nacionalidade — “Brasileira” ou o país de origem, se estrangeiro residente.
- Estado civil — Solteiro, casado, divorciado, viúvo, conforme o RG.
- Profissão — Descreva a ocupação atual. Ex.: “comerciante autônomo”, “aposentado”, “desempregado”.
- CPF e RG — Inclua os números completos e o órgão emissor do RG.
- Endereço residencial — Rua, número, bairro, cidade, estado e CEP. Esse endereço pode ser usado para eventual comprovação de renda ou citação.
- Texto da insuficiência financeira — Use a redação sugerida na tabela acima, adaptando se necessário. O essencial é deixar clara a impossibilidade de pagar as custas sem prejuízo do sustento.
- Local e data — Use a data do preenchimento.
- Assinatura — De próprio punho. Se não souber escrever, peça que alguém preencha e aponha a impressão digital ao lado do nome, com duas testemunhas. O PDF editável também permite assinatura digital.
Consequências de uma declaração falsa e como se proteger de impugnações
Se a parte contrária impugnar ou o juiz identificar indícios de que o declarante tem recursos, pode determinar a comprovação de renda. Nesse caso, você deve apresentar extratos bancários recentes, contracheques, declaração de Imposto de Renda ou outros documentos que mostrem a insuficiência financeira. Recusar-se sem justificativa leva ao indeferimento do benefício.
Interpretação oficial: o artigo 98 do CPC não define um valor de renda máximo, apenas exige que o pagamento das custas comprometa o sustento. Assim, mesmo quem tem pequena reserva financeira pode ser atendido, desde que o gasto com o processo cause desequilíbrio.
O que a lei não diz: não existe uma lista fechada de documentos para comprovar a hipossuficiência. O juiz avaliará caso a caso, então é prudente guardar recibos de despesas fixas e comprovantes de renda antes de protocolar o pedido.
Perguntas Frequentes sobre a Declaração de Hipossuficiência
A declaração precisa ser registrada em cartório?
Não. A assinatura simples já lhe confere validade, pois a lei presume que a declaração é verdadeira. O reconhecimento de firma é opcional e raramente exigido.
É obrigatório incluir testemunhas?
Não. O CPC e a Lei 1.060/50 dispensam testemunhas para a declaração de hipossuficiência. Apenas se houver determinação judicial específica, o que é incomum.
Posso enviar o documento por WhatsApp ou em PDF?
Sim. O arquivo PDF ou imagem escaneada com assinatura pode ser encaminhado ao advogado. Nos processos eletrônicos, o advogado anexa o PDF assinado digitalmente ou a versão digitalizada do documento original.
Existe algum custo para pedir a justiça gratuita?
Nenhum. O pedido é isento de taxas e a declaração é um documento particular sem valor econômico.
Posso usar a mesma declaração para vários processos?
Não. Cada ação exige um pedido autônomo. Se estiver movendo duas ações simultâneas, providencie duas declarações com datas atualizadas, ainda que o texto seja parecido.
O juiz pode rejeitar a declaração?
Sim, se houver dúvida fundamentada ou contestação da outra parte. O magistrado pode exigir comprovantes de renda e, se concluir que você pode pagar, indeferir a gratuidade.
Há prazo de validade ou renovação obrigatória?
Não há prazo fixo. O usual é apresentar a declaração na petição inicial, mas ela pode ser feita a qualquer tempo. Deferida, vale para todo o processo e não precisa ser renovada, exceto se a situação financeira sofrer alteração relevante.
Sou analfabeto. Como proceder?
Alguém de confiança preenche o formulário; você apõe a impressão digital do polegar direito e, se possível, duas testemunhas assinam. A Defensoria Pública também pode auxiliar no preenchimento e coleta de assinaturas.
Tive o pedido negado antes; posso tentar de novo?
Sim. A negativa não impede um novo requerimento, especialmente se sua condição financeira piorou. Apresente declaração atualizada e, se tiver, novos comprovantes de renda.
Baixe o modelo de declaração de hipossuficiência justiça gratuita pdf editável
O modelo editável, compatível com Word e leitores de PDF, já contém os campos destacados e instruções de preenchimento. Depois de preencher e assinar, basta anexá-lo ao processo pelo seu advogado ou diretamente no sistema eletrônico. Clique no link abaixo para fazer o download imediato da declaração de hipossuficiência justiça gratuita pdf e garanta seu direito à gratuidade sem burocracia.
Este guia é informação geral, não consultoria jurídica. As leis variam conforme o lugar e mudam com o tempo — para a sua situação, consulte um profissional habilitado.

