Declaração de Hipossuficiência Justiça Gratuita PDF: Modelo, Preenchimento e Dúvidas

Entenda o que é a declaração de hipossuficiência, quem pode utilizá-la, como preencher e baixe o modelo em PDF editável. Guia com perguntas frequentes.

Pela equipe editorial da StarterLegal Atualizado 2 de setembro de 2026 7 min de leitura
Declaração de Hipossuficiência Justiça Gratuita PDF: Modelo, Preenchimento e Dúvidas

A declaração de hipossuficiência justiça gratuita pdf é o instrumento mais direto para quem precisa pedir a gratuidade de justiça sem complicações. Ao assinar esse documento, você afirma, sob responsabilidade pessoal, que não pode pagar as custas de um processo sem prejudicar seu sustento ou o da sua família. A declaração tem presunção de veracidade — o juiz a aceita de início, mas pode pedir comprovantes se houver dúvida ou impugnação. O modelo em PDF permite preencher, assinar e anexar ao processo em poucos minutos, mantendo o acesso à Justiça.

O que é a declaração de hipossuficiência e quando ela é necessária?

A base legal está no artigo 98 do Código de Processo Civil (CPC), que substituiu parte da antiga Lei nº 1.060/50. O pedido dispensa reconhecimento de firma ou testemunhas (salvo rara exigência do juízo) e vale tanto para a Justiça Estadual quanto para a Federal. A declaração equivale ao que se chamava “atestado de pobreza”, mas com menos formalidades.

Cenário comum: um trabalhador desempregado precisa ajuizar um divórcio. Em vez de desembolsar centenas de reais em custas, ele preenche o PDF, assina e anexa à petição inicial. A gratuidade é deferida no início da ação.

Regra de decisão prática: se o pagamento das despesas processuais comprometer sua subsistência ou a da família, você já tem motivo para apresentar a declaração. Não é preciso estar em situação de miséria — a insuficiência momentânea basta.

A declaração pode ser usada na petição inicial ou a qualquer momento do processo, desde que sobrevenha dificuldade financeira. Ações de família (divórcio, pensão alimentícia), reclamações trabalhistas, inventários e causas de consumo são os exemplos mais frequentes.

Quem pode utilizar a declaração de hipossuficiência?

Qualquer pessoa física — brasileira ou estrangeira residente no Brasil — que comprove não ter recursos para as custas sem prejuízo do sustento próprio ou familiar. Isso inclui trabalhadores informais, aposentados que recebem um salário mínimo, desempregados e autônomos de baixa renda.

Erro comum: achar que só quem está em situação de rua ou não tem renda nenhuma consegue o benefício. Na verdade, uma pessoa que recebe um salário mínimo e sustenta a família com dívidas pode ser considerada hipossuficiente, porque as custas judiciais tirariam o essencial de casa.

Atenção: mentir na declaração configura falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal) e litigância de má-fé, com multa de até 10% sobre o valor da causa (art. 80 do CPC). O documento deve refletir exatamente sua situação financeira no momento do pedido.

Pessoas jurídicas também podem pedir a gratuidade, mas precisam demonstrar de forma inequívoca a impossibilidade de arcar com as despesas — o foco aqui é a pessoa física, para quem a presunção de veracidade é mais flexível.

Como a declaração de hipossuficiência se diferencia de outros documentos de gratuidade?

Muita gente confunde a declaração extrajudicial com o pedido formal feito pelo advogado ou com o antigo atestado de pobreza. A tabela abaixo resume as diferenças práticas:

Documento Quem emite Formalidades Prazo
Declaração de hipossuficiência O próprio interessado (pessoa física) Sem firma reconhecida ou testemunhas obrigatórias Em qualquer fase do processo
Pedido formal de justiça gratuita Advogado ou Defensoria Pública na petição inicial Integra a peça processual Normalmente no início da ação
Antigo “atestado de pobreza” Interessado, com exigências anteriores Às vezes pedia testemunhas ou firma (superado pelo CPC) Em desuso

Nuance importante: a Defensoria Pública emite uma “declaração de insuficiência financeira” para seus assistidos, mas você não precisa passar pela Defensoria. O modelo de declaração assinado de próprio punho é aceito como suficiente, desde que não haja indícios de que a alegação é falsa.

O que incluir na declaração para evitar rejeição?

A ausência de qualquer campo obrigatório pode gerar impugnação ou indeferimento. Confira a lista de itens indispensáveis:

  • Nome completo (sem abreviaturas)
  • Nacionalidade
  • Estado civil
  • Profissão ou ocupação
  • CPF e RG (ou documento equivalente)
  • Endereço residencial completo com CEP
  • Frase declarando que não possui recursos para custas e honorários sem prejuízo do sustento próprio e familiar
  • Local e data
  • Assinatura de próprio punho

Organizei essas informações em uma ficha prática para você preencher rapidamente:

Campo Exemplo de preenchimento
Nome completo Maria Aparecida de Souza
Nacionalidade Brasileira
Estado civil Solteira
Profissão Diarista
CPF 123.456.789-00
RG 12.345.678-9 SSP/SP
Endereço Rua das Acácias, 456, Jardim Botânico, São Paulo – SP, 04000-000
Declaração central “Declaro, sob as penas da lei, que não possuo condições financeiras de arcar com as custas judiciais e honorários advocatícios sem prejuízo do meu sustento e de minha família.”
Local e data São Paulo, 15 de março de 2026
Assinatura (manuscrita)

A firma reconhecida é opcional, mas reduz a chance de questionamentos. Testemunhas também não são exigidas; apenas em situações excepcionais o juiz pode solicitá-las.

Passo a passo para preencher o modelo de declaração

Seguir a ordem correta agiliza a aceitação pelo juízo.

  1. Nome completo — Escreva sem abreviaturas, exatamente como no documento de identidade.
  2. Nacionalidade — “Brasileira” ou o país de origem, se estrangeiro residente.
  3. Estado civil — Solteiro, casado, divorciado, viúvo, conforme o RG.
  4. Profissão — Descreva a ocupação atual. Ex.: “comerciante autônomo”, “aposentado”, “desempregado”.
  5. CPF e RG — Inclua os números completos e o órgão emissor do RG.
  6. Endereço residencial — Rua, número, bairro, cidade, estado e CEP. Esse endereço pode ser usado para eventual comprovação de renda ou citação.
  7. Texto da insuficiência financeira — Use a redação sugerida na tabela acima, adaptando se necessário. O essencial é deixar clara a impossibilidade de pagar as custas sem prejuízo do sustento.
  8. Local e data — Use a data do preenchimento.
  9. Assinatura — De próprio punho. Se não souber escrever, peça que alguém preencha e aponha a impressão digital ao lado do nome, com duas testemunhas. O PDF editável também permite assinatura digital.

Consequências de uma declaração falsa e como se proteger de impugnações

Se a parte contrária impugnar ou o juiz identificar indícios de que o declarante tem recursos, pode determinar a comprovação de renda. Nesse caso, você deve apresentar extratos bancários recentes, contracheques, declaração de Imposto de Renda ou outros documentos que mostrem a insuficiência financeira. Recusar-se sem justificativa leva ao indeferimento do benefício.

Interpretação oficial: o artigo 98 do CPC não define um valor de renda máximo, apenas exige que o pagamento das custas comprometa o sustento. Assim, mesmo quem tem pequena reserva financeira pode ser atendido, desde que o gasto com o processo cause desequilíbrio.

O que a lei não diz: não existe uma lista fechada de documentos para comprovar a hipossuficiência. O juiz avaliará caso a caso, então é prudente guardar recibos de despesas fixas e comprovantes de renda antes de protocolar o pedido.

Perguntas Frequentes sobre a Declaração de Hipossuficiência

A declaração precisa ser registrada em cartório?

Não. A assinatura simples já lhe confere validade, pois a lei presume que a declaração é verdadeira. O reconhecimento de firma é opcional e raramente exigido.

É obrigatório incluir testemunhas?

Não. O CPC e a Lei 1.060/50 dispensam testemunhas para a declaração de hipossuficiência. Apenas se houver determinação judicial específica, o que é incomum.

Posso enviar o documento por WhatsApp ou em PDF?

Sim. O arquivo PDF ou imagem escaneada com assinatura pode ser encaminhado ao advogado. Nos processos eletrônicos, o advogado anexa o PDF assinado digitalmente ou a versão digitalizada do documento original.

Existe algum custo para pedir a justiça gratuita?

Nenhum. O pedido é isento de taxas e a declaração é um documento particular sem valor econômico.

Posso usar a mesma declaração para vários processos?

Não. Cada ação exige um pedido autônomo. Se estiver movendo duas ações simultâneas, providencie duas declarações com datas atualizadas, ainda que o texto seja parecido.

O juiz pode rejeitar a declaração?

Sim, se houver dúvida fundamentada ou contestação da outra parte. O magistrado pode exigir comprovantes de renda e, se concluir que você pode pagar, indeferir a gratuidade.

Há prazo de validade ou renovação obrigatória?

Não há prazo fixo. O usual é apresentar a declaração na petição inicial, mas ela pode ser feita a qualquer tempo. Deferida, vale para todo o processo e não precisa ser renovada, exceto se a situação financeira sofrer alteração relevante.

Sou analfabeto. Como proceder?

Alguém de confiança preenche o formulário; você apõe a impressão digital do polegar direito e, se possível, duas testemunhas assinam. A Defensoria Pública também pode auxiliar no preenchimento e coleta de assinaturas.

Tive o pedido negado antes; posso tentar de novo?

Sim. A negativa não impede um novo requerimento, especialmente se sua condição financeira piorou. Apresente declaração atualizada e, se tiver, novos comprovantes de renda.

Baixe o modelo de declaração de hipossuficiência justiça gratuita pdf editável

O modelo editável, compatível com Word e leitores de PDF, já contém os campos destacados e instruções de preenchimento. Depois de preencher e assinar, basta anexá-lo ao processo pelo seu advogado ou diretamente no sistema eletrônico. Clique no link abaixo para fazer o download imediato da declaração de hipossuficiência justiça gratuita pdf e garanta seu direito à gratuidade sem burocracia.

Este guia é informação geral, não consultoria jurídica. As leis variam conforme o lugar e mudam com o tempo — para a sua situação, consulte um profissional habilitado.

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